#54 The List
Assuntos diversos
Ontem, tive uma conversa reveladora com uma amiga sobre os temas que mais compartilhamos, e um desfecho surpreendente me tirou o sono. Apesar de termos abordado assuntos tão amplos como aquecimento global, conflitos na Rússia, bolsa de valores, inovações tecnológicas e arte erudita, percebemos que a maior parte do nosso tempo é dedicada a discutir sobre relacionamentos. Não que isso seja negativo, afinal, ao longo dos anos, evoluímos como seres humanos e aprendemos muito sobre a arte de nos relacionar. Desde os dias em que brincávamos de Barbie com o Ken até as sessões conjuntas de comédias românticas, nossa amizade tem sido marcada por essas experiências. Ontem, decidimos fazer um pacto. Afinal, estamos quase na casa dos 30 e já exploramos praticamente todos os aspectos relacionados a relacionamentos. É hora de abrir espaço para novas paixões e interesses em nossas conversas. A partir de agora, vamos mergulhar em outras paixões.
Imagem: Ad Astra
#1 Sobreviverão os livros ao Spotify?
Agora, a empresa está voltando sua atenção para os livros com uma nova oferta: streaming de audiobooks. Nunca fui fã, confesso. Mas neste artigo, Kim Scott explora um ponto de vista interessante, destacando preocupações em relação à abordagem da empresa no mercado de audiobooks, fazendo uma comparação sobre seu impacto negativo na indústria musical. Artistas e escritores, ganharão menos. Ao oferecer 15 horas de audiobooks mensais aos assinantes premium sem custo adicional, a plataforma pode prejudicar autores, já que os autores só recebem pagamento integral se os usuários completarem a audição do livro (e quem completa?). A mudança para um modelo de pagamento baseado no tempo ouvido pode reduzir significativamente os ganhos dos escritores, especialmente considerando que muitos livros são adquiridos, mas não completamente consumidos. Além disso, a complexidade na auditoria do relatório de ouvintes e royalties no Spotify representa um desafio adicional para escritores e editores. O autor expressa preocupação com a potencial transição desse modelo para outras plataformas, como Audible, e destaca a importância de apoiar os artistas em meio a essas mudanças. “Agora, mais do que nunca, precisamos de novas músicas e ideias para nos lembrar da nossa humanidade compartilhada. Precisamos nutrir - e não privar - nossos artistas.”
#2 O mercado de luxo no Brasil
Em 2022, o mercado de luxo no Brasil atingiu a expressiva marca de mais de R$ 70 bilhões, apresentando um crescimento anual de 18% desde 2018, conforme aponta a análise da Bain & Company em colaboração com a Vogue e o Valor. Este estudo abrangente engloba nove categorias, como moda, imóveis, automóveis, saúde, aeronaves privadas, iates, fine art, hotéis e bebidas finas. As perspectivas para 2030 são otimistas, destacando a resiliência do mercado mesmo durante e após a pandemia. O perfil predominante dos consumidores de luxo é majoritariamente masculino (quem diria?!), acima dos 50 anos e residente no sudeste do país, mas, as decisões de compra envolvem também cônjuges e filhos. Um ponto de destaque nas projeções para o futuro próximo é a crescente atenção voltada para a hotelaria de luxo, sinalizando um segmento promissor dentro desse cenário de expansão e evolução.
#3 Como a ansiedade se tornou conteúdo
A ansiedade tornou-se seu próprio gênero de conteúdo popular. As redes sociais estão repletas de influenciadores terapêuticos que nos dizem para sermos mais conscientes de nossa ansiedade, de nosso trauma, de nosso sofrimento. O Instagram está cheio de confissões ansiosas e linguagem terapêutica. As mídias de celebridades estão inundadas de depoimentos sobre saúde mental e resumos desses depoimentos. Mas o que há de errado com isso? Os pesquisadores Lucy Foulkes e Jack L. Andrews cunharam o termo "prevalence inflation" para descrever como algumas pessoas consomem tanta informação sobre transtornos de ansiedade que começam a interpretar problemas normais da vida como sinais de declínio na saúde mental. Esse fenômeno pode desencadear uma espiral, levando à interpretação de baixos níveis de ansiedade como sinais de transtorno, resultando no agravamento da ansiedade. Existe uma grande diferença entre analisar a terapia em si e criticar a versão online simplificada. A psicóloga clínica Darby Saxbe argumenta que a sociedade pode ter passado de uma época em que falar sobre saúde mental era vergonhoso para um momento em que algumas pessoas vulneráveis se cercam de conversas e mídias sobre ansiedade e depressão. Isso as torna mais vigilantes em relação a sintomas, propensas a problematizar o estresse diário normal e a adotar um modelo deficitário de psicopatologia. A solução, segundo Saxbe, envolve resistir ao impulso de evitar e ruminar, combatendo as armadilhas algorítmicas, e buscar interações sociais e atividades que ofereçam validação e recompensa.
#1 Teoria de relacionamento 'Casca de Laranja', explicada
Também conhecida como a mais recente tendência viral de relacionamentos com mais de 51 milhões de visualizações no TikTok, "teoria da casca de laranja" afirma que um teste simples, como pedir ao seu parceiro para descascar uma laranja para você, pode fornecer uma ideia melhor sobre a força do seu relacionamento, de acordo com Neha Kuma, terapeuta conjugal e familiar. Segundo Amber Brooks, especialista em relacionamentos e editora-chefe do DatingAdvice.com, a resposta está na reação do seu parceiro. A energia amorosa e prestativa demonstra prontidão para ajudar. Se são descontraídos e começam a descascar imediatamente, sem hesitar? Ou ficam bravos, questionam suas intenções, ignoram ou pedem para você mesmo descascar? "Desde descarregar a lava-louças ou dobrar a roupa até encher uma garrafa de água sem ser solicitado, esses pequenos gestos de bondade certamente significam cuidado e consideração", diz Kuma. Como o seu parceiro responderia? E você, descascaria?
Este artigo, da Revista Claudia, aborda a perspectiva de uma mulher que não é herdeira e explora a necessidade de autonomia financeira consciente. Destacando que trabalhar é uma necessidade incontestável, independentemente de privilégios herdados. A autora destaca como a retaguarda financeira pode comprometer o pensamento crítico sobre dinheiro e ressalta a importância de ter autonomia para satisfazer as próprias necessidades e desejos. Além disso, o texto menciona a falta de planejamento sucessório entre herdeiros e destaca a necessidade de todas as mulheres, independentemente de sua condição, desenharem um planejamento financeiro para manter o controle de suas vidas financeiras. Até as herdeiras precisam ler!
#3 Onze lições que se aprende com Paul McCartney após assistir a onze shows
Quem é fã de Paul McCartney (como eu) sabe que o ex-beatle muda pouca coisa em seus shows e o repertório se mantém mais ou menos o mesmo há anos. Ao mesmo tempo, porém, ele não desacelerou e lançou na última década cinco álbuns de inéditas, documentários, livros e até música inédita dos Beatles. No próximo sábado, 16, ele fará a sua última apresentação no Brasil, no estádio do Maracanã, com transmissão ao vivo. Foi no icônico estádio carioca onde em 1990 ele bateu o recorde de público, com 184.000 pessoas, e, especula-se que anunciará uma aposentadoria, temor reforçado pelo convite que ele fez aos filhos e aos familiares a acompanharem a apresentação. Nesses treze anos acompanhando ao vivo a carreira de Paul McCartney, Felipe Branco Cruz compartilha algumas lições e exemplos que o ex-beatle deixa para os fãs e também para outros artistas, entre eles, a atenção aos fãs, defesa dos animais, homenagem aos amigos, compromisso com o público, comprometimento com a perfeição: o ex-beatle faz questão de chegar horas antes no estádio para passar o som ele mesmo e incentivo à música, na turnê deste ano chamou à atenção o show intimista que ele fez no Clube do Choro, em Brasília. McCartney só aceitou fazer a apresentação porque o local é ligado à Escola de Choro Raphael Rabello. Um grande exemplo, sou fã.
#1 Para quem curte música: os melhores álbuns de 2023 (nunca tinha ouvido nenhum)
#2 Quiz: Conte seus defeitos e revelaremos uma qualidade que deveria valorizar
#3 Leitura para os fashionistas: Atingimos o pico do fast fashion?
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